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Newsletter n°1 - Fevereiro de 2009 |
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Entrevista do Mês:Entrevista com Raquel Tavares, a Madrinha da AIDGLOBAL
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Aos 23 anos de idade, Raquel Tavares é já considerada, por muitos, um valor incontornável da canção nacional. A jovem fadista foi galardoada com o "Prémio Revelação Feminina do Fado", atribuído pela Fundação Amália Rodrigues e pela Casa da Imprensa. Em apenas 2 anos, editou 2 álbuns "Raquel Tavares" e "Bairro", que a têm levado a viajar um pouco por todo o mundo.
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Como começou o seu interesse pelo Fado?
Tinha cinco anos e frequentava um ATL. Nesse ano, a minha educadora, decidiu criar um medley de clássicos portugueses, para todos cantarmos: músicas do Festival da Canção, Folclore, Fado e outras tantas conhecidas. Escolheu-me para cantar fado e ensinou-me o "Tudo isto é Fado". Eu fiquei muito entusiasmada com o "novo género" que aprendera e não me cansava de cantar, em casa, até porque tinha pedido à minha mãe que me ensinasse mais canções daquele "género". Foi, então, que a minha irmã mais velha soube que ia haver uma noite de fado amador numa colectividade do bairro e disse à minha mãe que tinha piada levar-me para eu cantar. Eu fui. Nunca mais parei.
Qual foi o seu percurso profissional até hoje?
Até cerca dos catorze anos, cantei, em todos os sítios em que acontece fado, de um modo "desprendido", o chamado fado vadio, que eu prefiro chamar de fado amador. Colectividades, academias de recreio, tasquinhas, etc. Participei em quase todos os concursos de fado, entre eles, a Grande Noite do Fado, na altura, ainda no Coliseu dos Recreios. Tinha doze anos, e a vitória, nessa noite, foi dos momentos mais incríveis na minha vida. Aos catorze, decidi parar. Voltei a cantar aos dezassete, nas casas de fado chamadas "profissionais": O Luso, O Faia, Adega Machado, Sr. Vinho entre outras. Um dia, o Jorge Fernando, que eu já conhecia, há algum tempo, perguntou-me se eu não achava que seria a altura de gravar o primeiro disco. Eu aceitei, assinei contrato com a editora Movieplay, e, em Maio de 2006, surge o disco "Raquel Tavares", que me fez iniciar o meu percurso pelos palcos nacionais e internacionais. Daí ao segundo disco foi um instante. Em Maio de 2008, sai o disco "Bairro", que estou a promover, neste momento, com um espectáculo que tem o mesmo nome. A par disto, continuo a cantar na casa de fado Bacalhau de Molho, em Alfama.
Como surgiu o convite para ser Madrinha da AIDGLOBAL?
De surpresa! Foi na 2ª edição de "O Fado Acontece", que o convite foi feito, em palco, momentos antes de eu cantar. Fiquei muito sensibilizada e aceitei de imediato.
Esteve alguma vez associada a causas sociais?
Sim. Participei em vários eventos solidários com vários tipos de causas, como a Associação Raríssima, e Abraço, entre outras.
O que significa para si ser Madrinha da AIDGLOBAL?
Para mim faz todo o sentido e é uma honra enorme. Se o facto das pessoas me reconhecerem serve para as alertar e sensibilizar para estas causas, então, é mais que um dever, é uma obrigação.
A Raquel participou recentemente na Edição Especial do programa "Jogo Duplo", onde jogou em nome da nossa Organização. Como foi a experiência de estar a representar a AIDGLOBAL?
Foi muito difícil! Estava muito nervosa. Mas senti-me muito feliz por exercer pela primeira vez o papel de madrinha.
Quais são os seus principais projectos profissionais para 2009?
Acima de tudo, levar o concerto "Bairro" aos palcos do nosso país, porque faz todo o sentido, assim como aos palcos internacionais. Lá para o final no ano, começo a pensar no terceiro disco, para o qual já reúno algumas ideias.
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