

“A AIDGLOBAL surgiu na minha vida há cerca de 2 anos quando a Susana Damasceno, Presidente da Direcção desta ONGD, me desafiou para ser um dos seus membros fundadores.
Desde então tenho assistido de perto ao seu rápido e sustentado crescimento. Orgulho-me de ter dado um pouco de mim e do meu tempo para transformar a AIDGLOBAL em algo que, a cada dia que passa, se sente e se vê como um grande projecto de ajuda àqueles que pouco ou nada têm. Sei que o meu contributo foi modesto, mas se todos|as dermos um pouco do nosso tempo e da nossa energia, podemos fazer com que diariamente haja mais e mais sorrisos de esperança. Deixo os meus votos de bom ano de trabalho à AIDGLOBAL, aos seus colaboradores e, principalmente, a todos|as aqueles que comigo participam em acções de voluntariado, promovidas pela AIDGLOBAL.”
Luís Silva 2007
“Sou voluntária pela primeira vez há 3 meses na AIDGLOBAL.
Tenho uma carreira profissional de oito anos recheada de viagens por um mundo de sociedades consumistas e realidades onde tudo se compra e vende. “É este o mundo em que vivemos?”, perguntei a mim própria num dia em que me confrontei seriamente com “o que gostaria de fazer e o que os outros gostariam de me ver fazer?”. Percebi que muitos me julgavam pelo emprego que tinha, pelo cargo que exercia e pelo dinheiro que ganhava…poucos me julgavam pelos fins alcançados por tanto desgaste. Percebi que muitos me julgavam pelos excelentes anos que dediquei a estudar e quão longe isso me poderia levar. Mas poucos, muito poucos me viam Feliz. Foram esses “muito poucos” que me fizeram ver que afinal os excelentes anos a estudar não foram em vão…não foram para ir longe na carreira mas sim para ir longe na sociedade.
Sou Feliz com o que faço e sou Feliz porque o faço. Sou Feliz porque realizei a minha escolhe e sou Feliz porque me julgam bem. Afinal ser voluntário não é para quem quer…mas sim para quem pode! Eu posso. E foi por isso que não só escolhi ser voluntária como também escolhi a AIDGLOBAL, consolidando a minha carreira profissional ao lado de pessoas que vivem como eu, com o mesmo entusiasmo diariamente e com um único lamento…o de não poder fazer mais pela AIDGLOBAL e consequentemente pelas comunidades que carecem de toda a nossa ajuda.
Pelo menos uma vez na vida, todos devemos parar para reflectir sobre o que realmente nos move. Eu já sei o que me move e a AIDGLOBAL é responsável por alimentar o meu caminho.”
Manuela Aguiar, 2008
“AIDGLOBAL é responsável por esta história
A vida de cada pessoa faz-se construindo uma história e o que eu vou contar é parte de uma bela história, da qual eu faço parte. É com enorme orgulho e emoção que eu digo a todos os amigos: “Eu sou voluntária da AIDGLOBAL”. A AIDGLOBAL está fazendo crescer a minha história, está enriquecendo a minha vida e a daqueles que me são queridos e, de que maneira!
Foi ganhando forma, com as realidades e transformações do Mundo actual onde são notórias tão grandes assimetrias, o sonho de ser membro e voluntária duma ONGD, para assim conseguir exercer o meu dever de solidariedade junto de outros povos e, sobretudo aprender como se vive em África.
Quando me decidi por esta Organização, foi porque de entre todas as que eu tinha investigado, era a que se enquadrava melhor na minha ética de professora e cidadã. Cidadã que gosta de olhar para o Mundo, viver nele e para ele. E foi isso mesmo que eu senti quando conheci a AIDGLOBAL; senti que existe aqui uma vontade enorme de cooperar, de chegar perto do outro, de ultrapassar barreiras, de lutar pela justiça e igualdade de direitos. Foi assim que entrei no caminho do voluntariado internacional e eis que, passado um ano e meio de permanência entre esta “Grande Família”, cheguei a Moçambique. Vivi com o que lá se pode ter e cá não; vivi com a humildade, a alegria e a gratidão dum povo que pede o mínimo e dá o máximo. Os adultos são bons, as crianças são únicas. Trabalhar em simultâneo com pessoas tão especiais foi como ter nascido para uma nova vida. A simplicidade sabe tão bem, dar a mão ao outro é tão especial, ouvir as suas histórias é tão comovente.
Foi assim que aprendi a ser voluntária, porque no meu caminho se cruzou a AIDGLOBAL. Não mais deixarei de ser voluntária, tenho a convicção que esta minha história há-de ir crescendo. Estamos Juntos!”
Maria Antónia, 2009
"Durante 4 meses fui voluntária integrada no Gabinete de Formação da AIGLOBAL. Quando manifestei o meu interesse em ser voluntária, fi-lo para o Gabinete de Cooperação para o Desenvolvimento, mas não havia vaga, pelo que fui para o Gabinete de Formação.
Olhando para trás, não me arrependo nada, bem pelo contrário: foi uma sorte…Aprendi imenso sobre Educação para o Desenvolvimento, bem como a sua importância e papel na sociedade em que vivemos.
Era uma temática praticamente desconhecida para mim, mas ao ter que organizar parte da documentação (os famosos dossier Técnico-Pedagógicos!) do Projecto Educar para Cooperar – um projecto da Organização em Educação para o Desenvolvimento com crianças do ensino pré-escolar, 1º e 2º ciclo – familiarizei-me com todo o trabalho necessário à implementação de um projecto nesta área. Pode parecer algo um pouco rotineiro, mas para alguém que deseje trabalhar nestas áreas, é fundamental: há que saber fazer de tudo!
Tomar conhecimento com metodologias para consciencializar crianças para as problemáticas da globalização e interdependência, do desenvolvimento sustentável, dos direitos humanos, entre outras, foi extremamente interessante. Agradeço, por isso, à AIDGLOBAL a oportunidade de me ter deixado aprender tanto: dei um pouco de mim e recebi tanto em troca! Obrigada!"
Raquel, 2010
"Dei por mim a adiar este texto. Não porque não saiba exactamente o que quero dizer mas porque envolve emoções que não se encaixam em forma de relato. É que esta é uma experiência de voluntariado. E é em África. Moçambique. Entre o Chibuto, o Chimundo e lugares do meu interior que não têm geografias. Não posso escrever um texto linear quando me transbordo. Por isso tentei adiá-lo. Como criança teimosa que ilude o tempo e brinca até à chegada da noite com a esperança que o trabalho de casa se tenha feito sozinho por um qualquer milagre… Até que percebi. É tão fácil… É só tornar-me transparente.
Imaginem um caminho de bicicleta, entre subidas, calor e estradas de areia. Tão longo. Tão diário. Mas com cheiro, com vida e desejos sorridentes de “bom-dia!” ditos por todos que passam. Vejam a chegada ao Centro Comunitário, onde nada acontece como previsto, onde o tempo se demora em esperas e contradições. Tão difícil, tão desesperante. Mas com alma, com som e crianças que merecem um bom dia mesmo que não entendamos como fazê-lo. Ou uma ida ao mercado, só para tentar descobrir o que não há. Quero mais variedade, quero mais salgados e doces e pacotes de não sei o quê mas quero. Mas olho em volta. Só um leve levantar de olhos para fora dos meus pensamentos. Tanta gente. Sempre. E não carregam os sacos dos meus desejos. Carregam água. Crianças e mulheres, sobretudo. Carregam água à cabeça e concentram-se no caminho. Vejam-me por dentro, como se estivessem a olhar para o vosso interior. De certeza que conseguem ver as enormes pessoas que tenho conhecido, com histórias comoventes e inspiradoras que me motivam a vida e me ensinam a diferença com a simplicidade de quem tem o coração aberto; de certeza que conseguem sentir a cultura desta música e dança e corpo que me são novidade mas se entranham debaixo da pele. E o tempo? O tempo que demora mais que o tempo e que me ensina a virtude da tranquilidade. É que por aqui, como me disse alguém, não se corre, desliza-se. E por isso aprendo a dar hipótese ao balanço.
Como tem sido a minha experiência de voluntariado?
Tem sido a certeza de não poder estar noutro lugar. O privilégio de poder conhecer e viver o outro lado do nosso mundo."
Clara Faria Piçarra, Março de 2010
(a meio de uma viagem de 3 meses como voluntária da AIDGLOBAL







